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A crise empresarial pegou sua academia?

 Por: Almeris Armiliato     30 novembro, 2018      3 minutos de leitura

A crise empresarial pegou sua academia?

Crise na economia produz importante impacto nas empresas. Geralmente esses impactos são negativos e se transforma em uma crise empresarial, pois perde-se muito dinheiro durante esse período. Queda nas vendas, diminuição de lucros, perda de clientes, diminuição do ticket médio, entre outros.

A crise empresarial

Uma empresa que não tem saúde financeira e não é suficientemente capaz de quitar seus débitos é uma empresa com a autoestima baixa. O ambiente de trabalho fica horrível, tenso e a produtividade cai muito. Quando uma crise chega em uma empresa, ela machuca todos da equipe.

Às vezes as crises têm um lado positivo. Quando a empresa, percebendo que precisa obter resultados, coloca mais atenção nos processos, na metodologia e nos controles. Isso é bom.

Você pode usar a crise como detonador de uma revisão dos fundamentos e também criar novas e modernas formas de fazer. Novas ideias de marketing, novas ofertas de produtos e, até mesmo, descobrir novas habilidades da equipe.

Às vezes as crises trazem oportunidades para a empresa descobrir uma força de produtividade que estava adormecida.

A equipe no cenário de crise

O problema é que normalmente as empresas perdem muito nas crises. Há cortes de custos e é comum haver até demissões.

A pior das perdas que pode ocorrer durante, ou após uma crise, não é de dinheiro. Pior é quando a empresa perde sua equipe, ao espírito de equipe, o engajamento com os propósitos da empresa. Aquela aura de vencedor, aquela disposição em defender a causa da empresa. Isso vale mais do que dinheiro.

Quando a equipe começa a não ter reconhecido os seus esforços, aí a perda é muito pior.

Quando o nível de stress é tão alto que o gestor começa a achar um caminho de qualquer jeito, ignorando as pessoas e ideias, aí vai custar mais do que perder dinheiro.

Quando um dono enlouquecido atropela os processos, quando ele desorganiza a hierarquia e, principalmente, quando ele destrói os valores, aí a empresa terá o seu maior prejuízo.

Quando um integrante da equipe começa a ser tratado como culpado pela falta de resultados, quando aumenta a pressão sem oferecer novos ou diferentes recursos, há um risco grande da equipe se sentir desqualificada, impotente e, de certa forma, traída pelo gestor.

Nesta hora a empresa enfraquece sua alma e não existe perda maior que essa.

Como reagir à crise

Numa crise você precisa tomar medidas emergenciais, precisa fazer algo diferente, buscar algo novo. Mas não é gritando, esbravejando ou xingando as pessoas que se chega em ganho extra de performance.

É na hora da crise que deve-se juntar a equipe e explorar o potencial, ao mesmo tempo em que busca a solução. E mesmo que você queira colocar um pouco de tensão e assertividade nas providências, precisa tomar cuidado com duas coisas importantes: a dose e a direção.

O gestor é o grande responsável por tudo na empresa. Ele que pensa, dá ritmo e se preocupa 100% do tempo com tudo da empresa, ele é quem carrega o grande peso nas costas.

O dono é quase tudo, mas a equipe é o sangue da empresa. É quem carrega a energia, é quem transporta os “nutrientes” para uma boa performance. É quem cuida dos clientes, por exemplo. Uma equipe desanimada, frustrada, se sentindo inepta ou incompetente, não é uma grande companhia durante a crise.

Um dono pode (e deve) ficar bravo às vezes, até dar um murro na mesa. A força e a energia de um dono “ferido” por uma crise certamente injeta uma potência nova na equipe. Desde que ele não desconsidere todos, não desrespeite a equipe e não menospreze a força.  A equipe não é, ou não deveria ser, os braços e as pernas do dono. Pernas e braços não pensam.

Quem comanda a empresa é o dono/gestor. Mas, sem a equipe, muito pouco do que o dono imagina ou deseja acontece. Sem a equipe sincronizada e comprometida qualquer ideia é só uma ideia.

Nessa hora de sufoco, reúna seu time e coloque os problemas para discussão. Use a mais poderosa frase de engajamento que existe: Como nós podemos resolver isso?

Essa é uma frase sensacional, ela confere poder, ela confere personalidade, ela é uma das melhores alternativas nos momentos de crise. Certamente alguém da sua equipe vai ter uma ideia, certamente alguém vai sugerir algo. E mesmo que não saia nada que te pareça poderoso, pelo menos você refletiu mais sobre o assunto e ainda deu a oportunidade para sua equipe carregar um pouco do peso da crise empresarial.

“Como nós podemos resolver isso?”

É fantástico.

Agora é a hora de novas ideias, novos produtos, nova comunicação, novos movimentos.

Portanto, se a crise chegou não grite, não insulte, não agrida. Nada disso funciona para melhorar em uma situação de crise empresarial. Se você acha que gritos resolvem crises, compre um auto-falante, você poderá gritar à vontade e as soluções lhe parecerão brilhantes.


Comentários:

Will disse:

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Muito bom este texto. As academias precisam olhar mais para seus lideres; melhorar suas competências e qualificações para que os mesmos possam liderar melhor suas equipes. Bons lideres, boas equipes, melhor percepção do cliente. A academia não fica refém de preço e sim vende Valor.

SERGIO NOVAES disse:

Olá Alméris, tudo bem! Obrigado pelo texto e por mais um conhecimento. Abs

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